Será que estou sendo egoísta? autoestima, qualidade de vida, saude mental, psicologa mogi mirim, inteligencia emocional, desenvolvimento pessoal

O aumento crescente da individualidade cria a duvida se você está sendo egoísta. Simultaneamente com o maior acesso às tecnologias de uso pessoal, tais como: o uso do computador, do celular, de jogos eletrônicos, etc.,que nos levam a passar cada vez mais tempo em atividades solitárias. Assim, temos menos tempo para sentir tédio e frustração, para afastá-los, é preciso satisfazer e preencher o tempo rapidamente, não podendo esperar a vez da outra pessoa e, assim, parar de considerá-la a frente das necessidades próprias.

Outro fato recorrente e muito observado é que a sociedade e a mídia estão construindo a ideia de que carinho, cuidado e presença se compram. Isto ocorre quando, devido às jornadas longas de trabalho ou da necessidade de levar trabalho para a casa após o expediente, não se tem tempo para conviver com a família. Para compensar essa falta, os meios de comunicação e entretenimento são largamente utilizados, ou seja, pedir desculpas e cuidar são sinônimos de presentear com bens materiais e a frustração é gerada pela impossibilidade do consumo.

Poder construir sua identidade é positivo e refere-se ao processo de individuação, de subjetivação e de singularidade. Esse dinamismo nos faz conscientes de que a nossa forma de pensar e viver são únicas e criamos a percepção de que ficar só não significa ser solitário e tudo bem ter momentos assim, passamos a lidar bem com isso. Vale ressaltar que, apesar de vivermos e funcionarmos em meio a uma coletividade, não somos seres coletivos, como cardumes de peixes que precisam viver de tal maneira para a sobrevivência, contudo, pertencemos aos grupos de outra maneira, é aí que as coisas se complicam.

Será que estou sendo egoísta? autoestima, qualidade de vida, saude mental, psicologa mogi mirim, inteligencia emocional, desenvolvimento pessoal

O que é ser egoísta?

Conviver é ceder seus interesses e aceitar as diferenças. Desde o início, vivemos uma experiência de coexistência, inicialmente, no aconchego do colo de nossas mães e depois em seus substitutos adultos decorrentes dos relacionamentos amorosos e afetivos com amigos e colegas. É difícil saber o limite entre o quanto é necessário se doar para fazer parte daquela comunidade. No entanto, o egoísta é quem quer ver somente sua vontade satisfeita, assim, desconsidera friamente os desejos alheios.

É preciso ser cuidadoso para não dar demais, pois, até a generosidade tem limite e ele é muito tênue. Por exemplo, aquele chefe que constantemente traz agrados para os seus funcionários deixará de ser respeitado; aquele amigo que, com boas intenções, quer ajudar e dar palpites aonde não foi chamado, acaba sendo agressivo e desrespeitoso; o familiar que sempre se coloca no papel de resolver o problema de todos, em algum momento, transformará isso em uma obrigação. O generoso precisa se sentir amado e benquisto, mas, para atingir esse objetivo faz qualquer tipo de concessão, diferente do altruísta que faz de forma anônima e independente de vaidade.

Neste momento, você pode estar se perguntando se não seria egoísmo não ajudar aquele que precisa. Bom, o egoísta não é aquele que deixa de ajudar, mas, quer tirar vantagem e se beneficiar até nesses momentos. Ele precisa extrair mais do que doar ao grupo, ele precisa seduzir essas pessoas para não ser excluído, pois, ele percebe que não tem o suficiente para pertencer àquele conjunto de pessoas mesmo que lhe digam o contrário. Ele não quer se sentir sozinho e abandonado, precisa da admiração dos outros para satisfazer seu narcisismo.

Será que estou sendo egoísta? autoestima, qualidade de vida, saude mental, psicologa mogi mirim, inteligencia emocional, desenvolvimento pessoal

Qual o limite?

Ser justo é um enorme desafio, isto é, dar o mesmo que recebe. Para isso, é preciso ser um indivíduo independente, tanto em questões práticas de sobrevivência ou de aconchego emocional. Trocas justas são saudáveis e fazem bem a todos. Toda relação humana de respeito implica a necessidade de se imaginar o que pode magoar gratuitamente o outro. É fundamental prestar atenção no outro para evitar agressões, mesmo aquelas não intencionais. Quando as pessoas falam e fazem o que querem, sem se preocupar com a repercussão sobre o outro, é porque nelas predomina o egoísmo ou o desejo de magoar e não porque simplesmente precisam priorizar sua própria vida e necessidade. Em suma, o egoísta é desprovido de empatia.

No dia a dia, o erro mais comum é presumir que todo mundo quer o que você quer. Porém, não é preciso mudar os seus desejos, mas, o outro merece respeito e entendimento por pensar diferente. Ser egoísta é pensar somente em seus interesses e necessidades excluindo qualquer presença de alguém e, geralmente, até pressupondo sua submissão e inferioridade.

Continue lendo:

Felicidade como conquistar.

Como se desculpar?

Melhore sua autoestima.

 

Conheça nosso curso de saúde mental:

Independência Emocional

Psicóloga em Mogi Mirim que atua para te ajudar a melhorar sua saúde mental, autoestima e qualidade de vida.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *