Você se autoconhece? Já se sentiu perdido? Sem saber o que seria da sua vida?
A angústia é decorrente da perda em si mesmo, sem ter apoio, sem obter respostas. As saídas e soluções podem começar a tomar formas quando nos dispomos a olhar para nosso interior. É então, através do autoconhecimento, que nos tornamos mais centrados e, ao mesmo tempo, flexíveis e livres.
Para isso, podemos formular questionamentos a partir de uma simples pergunta que, muitas vezes, ignoramos: “Como eu me apresento?”. É um hábito e exercício que diz bastante sobre você. Dessa forma, você pode começar falando de suas qualidades, defeitos, ou de como os outros te veem. O quanto cada uma dessas partes significa e fala a seu respeito?
É comum que a maioria das pessoas, quando falem sobre elas próprias, resumirem a apresentação somente acerca da profissão. Por exemplo: “Eu sou psicóloga”. Ao me definir dessa maneira para alguém, através de uma simples apresentação da categoria profissional ao qual pertenço, posso propiciar a construção da imagem que o meu interlocutor terá sobre mim, moldada de acordo com suas respectivas vivências.
No entanto, isso não fala o que faço em todos os meus dias, muito menos contempla quem eu sou. Não menciona os meus hobbies, o que mais gosto de fazer, as pessoas com quem me relaciono, como me divirto, quais são minhas qualidades e meus defeitos, quais foram as frustrações e vitórias que tive ao longo da minha existência.
A vida não se esgota ou se define no momento em que estamos em uma carreira.
Contudo, isso é um bom indicativo da imagem que introjetamos de nós mesmos, de como achamos que somos e como imaginamos que as pessoas nos veem. Mas em nenhum momento ela é real, pois, saber o valor que se tem e admirar-se consigo mesmo está diretamente ligado às experiências passadas.
Essas vivências de que falo são aquelas vividas no seio da família, com amigos, com parceiros (as) amorosos (as), o acúmulo de críticas e elogios recebidos, que formam as crenças acerca do nosso “eu”. Por exemplo, acreditar que não merece a atenção daquela bela moça, pois, quando era uma criança não se achava bonito ou até porque sofreu “bullying” na escola. Também é outro fato notável, quando aquele profissional é crente que nunca irá alcançar o sucesso, pois ninguém em sua família confiava nele e depositava em sua pessoa bons destinos e expectativas, entre muitas outras possibilidades que ainda minam a autoestima e demostram sua falta de autoconhecimento. Por isso, essa imagem que fazemos de nós nunca dará conta das nossas reais qualidades e do nosso verdadeiro potencial.
Desse modo, é importante perceber como isso afeta nossos comportamentos cotidianos. É verdade que, em muitos momentos, quando nos vemos repetindo comportamentos, tais como: se relacionar com o mesmo perfil de pessoa ou insistir em uma atitude prejudicial, estamos nos sabotando.
Todavia, frequentemente acontecem repetições de padrões familiares, como aquelas famílias que todas as mulheres engravidam muito jovens ou ainda um histórico de diversos suicídios na mesma família. Também se pode observar comportamentos repetitivos e viciosos como o alcoolismo, tabagismo, agressividade e uso de drogas.
Estas são coisas que se constroem ao longo da vida e podem perpassar gerações.
É como se estivessem presas em nossas bases mais profundas. Claro que elas podem ser mudadas pelo autoconhecimento, mas é inevitável que façam parte da construção do nosso ser.
Além disso, a base familiar favorece um reservatório de boas vivências integradoras para a personalidade, para que, quando estivermos frustrados diante de alguma dificuldade, possamos suportar o caos do mundo. Assim, nossos pais nos criam mostrando o mundo como um lindo lugar cheio de possibilidades e alternativas.
Ao percebermos, todos os dias, essas nossas características, redescobrimos quem somos. Consequentemente, conseguimos apreender e nomear os sentimentos adequadamente. O que torna possível comunicar ao outro quando estamos chateados, tristes ou felizes naquele instante. Isso posto, qualquer conversa e relação fica mais clara e transparente, os problemas se resolvem facilmente sem a confusão de sentimentos. Dado que, se não os compreendemos, ficamos demasiadamente confusos e nos perdemos nos emaranhados de nossos pensamentos, presos em angústias e fantasias.
Logo, saber o que se sente em determinada circunstância e se conhecer facilita a tomada de decisões, a autoafirmação pessoal e a iniciativa de um diálogo. Desse jeito, pensar sobre você é o primeiro passo para se cuidar. À vista disso, concebe-se que o autoconhecimento como ponto de partida e fundamental para ter a segurança nas próprias escolhas, como podemos eleger um emprego, namorado(a), amigo (a).
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