A verdade que ninguém te contou sobre o ódio! raiva, magoa, rancor, ansiedade, magoa, psicologia mogi mirim, autoestima, psicanalise, saude mental, qualidade de vida

Atualmente, várias pessoas não têm sabido lidar com seus problemas e com a raiva e o ódio. Para esta questão, apenas posso recomendar a psicoterapia. Quando você desconta em outras pessoas o furor que sente, é como se a raiva tivesse o poder de ressoar e dominar, em vista disso, vemos que quase sempre a reação do outro será em igual ou maior agressividade, o que pode até se estender a outras pessoas, pois, esta que ficou com raiva de você poderá descontar em alguém que nem esteve presente em tal momento. Isso nos mostra a importância de saber se comunicar com educação, clareza e calma.

Domingo, caminhando pelo zoológico, apreciando a minha companhia e olhando tudo ao meu redor, fiquei tentando guardar aquele momento na memória, cada árvore, cada galho e folhagem, os animais, a brincadeira dos macaquinhos e o carinho no meio do caminho.

Quando, de repente, escuto aos gritos:

– Vocês só podem estar de brincadeira comigo!

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Naquele instante, toda alegria daquele dia passou. Perguntei o que estava acontecendo, então, o guarda disse, muito bravo, que o parque estava fechando. Pedimos desculpas e fomos embora. Realmente, não sabíamos as horas e nem o horário de encerramento.

Não sei o que estava acontecendo na vida daquela pessoa, os problemas que ela tem, por qual situação estava passando e os motivos pelos quais ela nos tratou tão mal. Poderia ter pedido licença e informado com educação o horário de fechamento do zoológico.

Embora sua atitude tenha sido grosseira, nós optamos por responder calmamente. Mas, o guarda poderia ter encontrado alguém que respondesse com a mesma rispidez e aquele comentário “atravessado” poderia ter virado uma grande briga, quem sabe até coisa pior. Por isso, noto que, muitas vezes, atitudes de raiva e ódio passam a ser contagiosas.

O ódio no dia a dia.

Hoje em dia, lemos jornais inundados de ódio e violência. Claro que estamos em um momento político muito difícil e controverso, mas, brigar com um amigo ou familiar por esse motivo não fará o dólar ou determinado político “cair”. Por isso, é preciso pensar sobre o tipo de conteúdo que entramos em contato todos os dias. É relevante estar informado, porém, quantas reportagens são necessárias assistir e ler para nos sentirmos “por dentro” do assunto? Quanto tempo você passa consumindo um conteúdo que propicie seu desenvolvimento e o faça feliz?

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Vemos, com freqüência, ódio por raça, orientação sexual, gênero, política, religião ou até por qualquer coisa que pareça, minimamente, diferente das crenças e princípios particulares de alguém. Isso me preocupa, pois, historicamente, estamos lutando por um futuro, no qual o preconceito e, principalmente, a violência diminuam significativamente. Todavia, tenho dúvidas em relação a esse discurso e o quanto ele realmente está modificando as pessoas, o que elas têm ensinado e mostrado aos seus filhos. Pais com ódio pela cidade, pela sua nação, pelas pessoas, pelas diferenças não conseguem estar tranquilos para ouvir e permanecer ao lado de seus filhos, muito menos conseguem ensinar como tratar as outras pessoas.

O pai que chega para buscar o filho na escola e está muito frustrado, não consegue ouvi-lo, tão pouco brincar e acolhê-lo, por fim, o recebe com hostilidade, diz para ficar quieto e se comportar. Nesse caso, imagine o quanto essa criança sente que está incomodando, ela pode se calar e sofrer ou tentar chamar atenção, mas, eu tenho certeza que ela guardará a memória desse ódio em sua mente.

O chefe que está frustrado com os resultados da empresa e não consegue se acalmar, certamente, irá maltratar sua própria família e seus funcionários que, por conseguinte, nutrirão rancor dele e descontarão nos demais.

Sei que muitos problemas nos tiram do eixo e ser adulto não é uma tarefa fácil, muitas vezes, temos que realizar atividades que não gostamos e não escolhemos, o tempo não pára quando queremos folga dos problemas e das contas. Crescer é se responsabilizar pelas coisas boas e ruins que chegam com o avançar da idade.

Infelizmente, eu pude perceber que não resolve nada sair por aí reclamando.  Aparentemente, é um prazer queixar-se em todas as rodas de conversa ou até no facebook. No mundo digitalizado, sempre tem alguém se lastimando por alguma coisa, não importa se tem um senso crítico, um motivo ou se o mesmo é real.

Cada reclamação do dia.

Muita coisa é perdida, por exemplo, a chance de você perceber o que está acontecendo de bom, a oportunidade de ser grato pelo cotidiano, a possibilidade de transmitir algo positivo para alguém. Pois é, eu sei que você, como um bom “reclamador”, está se queixando do meu texto e dizendo que na sua vida não existe nada de bom, apesar disso, sinto lhe informar que a sua vida tem sim coisas maravilhosas e você está perdendo a chance de aproveitá-las.

Pense em quando ouvimos muito sobre a crise econômica e passamos em frente a uma loja fechada. Naquele momento, pensamos que, com certeza, ela fechou por esse motivo, é impossível imaginar que ela pode ter mudado de endereço ou até, quem sabe, se ampliado. Contudo, o fechamento da loja pode ter inúmeras causas. Um olhar contaminado pelo ódio não consegue enxergar outras possibilidades e dar os próximos passos para uma vida melhor, pois, ele está muito ocupado irradiando irritação por onde perpassa, cego e limitado por um único sentimento.

Falei um pouco desse tema no meu texto sobre saber conversar.  Sei que não existe um manual para isso, somente nossas vivências podem nos ajudar a ter empatia num diálogo. E, para desenvolver a tal empatia, que, parece até abstrata quando falamos a seu respeito, devemos olhar para nosso interior e nos questionar sobre o motivo daquela raiva no instante específico, o que nos mobiliza tanto, será que essa raiva é minha ou é do outro? Através desse exercício constante de voltarmos para nossa própria mente e percebemos que todos vivem seus problemas e mais, vivem seus conflitos pessoais e emocionais cotidianamente em suas relações. Saber qual conflito é esse tampouco importa, o essencial é acolher a raiva alheia e, para fazer isso, você precisa aprender a lidar, inicialmente, com a sua.

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