O dia amanhece, é hora de acordar, tomar café da manhã e ir ao trabalho sem pensar que poderia estar vivendo sua vida de outra forma. Mas, é isso mesmo que você gostaria de fazer? Esse é o modelo ensinado a todos nós, é o que conhecemos durante toda a nossa vida. É um molde da rotina, como se todos fossem as mesmas pessoas, com os mesmos objetivos e interesses, engrenagens da mesma máquina. Em nenhum momento nos dizem que existem outras possibilidades e que, talvez, você precise delas para ser feliz.
Dessa forma, é importante ter um momento para refletir sobre seu próprio estilo de vida, se é disso que gosta e se é essa a vida que se quer viver. Muitas pessoas, todos os dias, repetem afazeres e fazem o que todo mundo faz, o “normal” do cotidiano. Seguem as fases, as responsabilidades, os dias sem, ao menos, entender o porquê e o propósito de cada coisa que se realiza.
Por isso, preciso te perguntar: a criança que você foi estaria feliz com a pessoa que você se tornou? Se ela estiver satisfeita, você está de parabéns, mas, ela também pode estar um pouco chateada pelas decisões que você tomou, sob influência e sugestão de outras pessoas, já que se esqueceu lembrar dela e de você mesmo, em meio a tantas obrigações.
Assim para fazer as pazes, será necessário um enorme investimento no autoconhecimento, pois, somente dessa maneira você poderá escolher o melhor caminho. Que depois de muito suor e lágrimas no decorrer deste processo, você sentirá o quão ele é extremamente recompensador.
Autoconhecimento.
Sim, é muito penoso entrar em contato com angústias, mágoas e dificuldades. Todavia, é ilusório acreditar na possibilidade de esconder dores e memórias de si mesmo, esses sentimentos voltam à nossa vida o tempo todo e, uma hora ou outra, eles vêm à tona e você terá que lidar com eles. Logo te impedem de alcançar seus objetivos.
Isto posto, precisamos constantemente reavaliar nossas escolhas. Já que mudamos partes de quem somos a cada encontro que temos, a cada obstáculo ou vitória. Somos alterados ao longo de nossa existência de alguma forma, por consequência, você não é o mesmo há cinco anos (eu espero). Por isso que, a profissão escolhida aos 17 anos pode não ser mais agradável anos depois.
O que dizer então, das decisões que não foram tomas por nós? Como a obrigatoriedade de receber um salário ao fim do mês, ter que casar e ter filhos? São decisões importantes que precisam ser conscientemente ponderadas. Por exemplo, a escolha de ter um filho, requer um planejamento para o investimento monetário e afetivo, é uma opção deliberada, da qual não se pode fugir pelo resto da vida.
Logo, você vai se responsabilizando por suas decisões. Entende melhor os seus próprios sentimentos e reflete sobre eles, assim passa a desenvolver novas capacidades de enfrentamento de antigos obstáculos e se torna capaz de tomar rumos diferentes. Estrada que antes você não podia olhar e que, agora pode fazer com que você seja feliz, tranqüilo e realizado. Pois está livre das amarras e obrigações que as expectativas alheias colocaram sobre você.
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