Como escolher seus amigos?

Muitos podem ler a pergunta acima e pensar que não escolheram seus amigos (as) e parceiros (as), ou seja, a presença dessas pessoas foi algo que meramente aconteceu. Pensar dessa maneira é um grande equívoco, pois, certamente, nós procuramos algumas características nas pessoas que queremos ter por perto. Por isso, é comum ouvirmos relatos pessoais que dizem: “eu tenho dedo podre para escolher namorados (as)” ou aqueles que contam, com frequência, a respeito de relacionamentos ao longo do tempo com pessoas que apresentam um tipo de perfil e jeito de ser semelhantes, como se os parceiros (as) amorosos (as) manifestassem um padrão de personalidade.

Como escolher seus amigos? psicologa mogi mirim, inteligencia emocional, desenvolviemnto pessoal, relacionamento, autoestima, qualidade de vida

Sem dúvidas, para vivermos relacionamentos saudáveis, é necessário prestar atenção em como elegemos as pessoas que são próximas de nós. Uma relação estável pressupõe em decidir estar ao lado de amigos positivos, que acrescentem algo significativamente bom em nossas vidas, tragam felicidade e não mais problemas do que já temos. Por exemplo, quando se quer realizar um sonho, é preciso estar junto de alguém que almeja realizá-lo com você ou já tenha realizado antes, esse sim pode erguer você. Agora, quando se está na presença de pessoas frustradas com o próprio fracasso, elas vão transparecer mais impedimentos para suas futuras conquistas. Pense, se você está muito triste e deprimido, não adianta ficar isolado e se juntar às pessoas que irão confirmar para você o quanto a vida é incontestavelmente horrível.

Como selecionar os amigos?

Tente observar os amigos que estão ao seu redor, claro que muitos deles serão difíceis de distanciar, mas, o que eles acrescentam a você? O que eles esperam da vida? O que pensam? Estão coerentes com seus próprios desejos? Quais o seus critérios para você escolher seus amigos e parceiros?

A partir de agora, vamos conversar sobre como manter seus relacionamentos saudáveis. Para isso, é essencial saber que nos relacionamos a partir das imagens que temos das pessoas, nunca as conheceremos totalmente, só algumas partes através de nossas percepções, idealizações e expectativas. Quanto mais conhecemos características boas e ruins, mais chegamos próximos da realidade. É notável que, constantemente, nos sentimos enganados e surpresos com os comportamentos das pessoas que pareciam, à primeira vista, não ser compatíveis com a parte delas que nós conhecemos, ou melhor, achamos conhecer. A fim de evitar que isso aconteça, é importante ficarmos atentos às atitudes e reações dos sujeitos nas diversas situações do dia a dia, poderíamos chamar essas condutas de sinais a serem observados em cenas de raiva, frustração, aborrecimento, entusiasmo, ambição, etc.

Sabemos que simplesmente reclamar ou proferir indiretas não resolve nossos conflitos entre amigos. No entanto, estamos propensos a verbalizar repetidamente um evento vivido como negativo e que nos incomodou. É evidente também que, quando falamos com um tom já exaltado, temos certeza que é impossível não nos fazermos entender, ou seja, estamos convictos de transmitirmos a mensagem pretendida sem sombra de dúvidas. Contudo, agindo dessa forma, provavelmente você continuará irritado e criará uma crença de que, milagrosamente, a pessoa que lhe tirou do sério vai perceber a sua indireta em relação a ela. Quem sabe assim, ela mude seu comportamento, porém, sem ter a chance de compreender como você estava julgando os fatos.

A reclamação dita já passou pela nossa cabeça diversas vezes, mas, conseguimos mesmo explicá-la? Saiba que as palavras são interpretadas de acordo com as vivências e o momento de cada um. Se você passa uma ideia com uma entonação pacífica, o seu interlocutor terá uma receptividade completamente diferente a ela do que se você der sua opinião num tom elevado e eufórico. É considerável que você se questione quanto ao modo como aquela pessoa pode ter concebido o seu dizer, e se existe outra forma de explicar mais razoavelmente ou propor uma solução, para que, dessa vez, não seja relevante uma nova discussão.

Brigas acontecem entre amigos e pessoas importantes pra você, opiniões divergem a todo instante, todavia, explicar pontos de vista e se colocar no lugar do outro são práticas que devem ser feitas de maneira cuidadosa e cautelosa. Muitas pessoas perdem a cabeça e magoam a pessoa com a qual estão conversando. Acredito que toda discussão tem seu valor, porque, deixar assuntos subentendidos não faz bem a ninguém. Apesar disso, não adianta nada quando os argumentos são desrespeitosos e são formulados para serem destrutivos com as qualidades ou atitudes do outro. Esse falatório infeliz, indubitavelmente, não será ouvido por nenhuma das pessoas envolvidas e só causará ainda mais hostilidade, não existe razão para aceitar uma ofensa ou humilhação.

É imprescindível reconhecer o que não é aceitável para você.

Dizer “não”, assertivamente, desde os primeiros minutos de diálogo e em todos os momentos que achar conveniente. Pois, recusar um pedido ou mesmo impor limites, embora seja uma missão árdua para a maioria das pessoas, é a resposta justa para se proteger e colocar as barreiras nas circunstâncias consideradas mais adequadas.

Ainda que, sinta temor em dizer honestamente o que pensa ao outro por receio de causar desconforto, mágoas, decepção ou raiva, às vezes, esse pequeno ato de calar-se pode impedir a resolução de vários problemas cotidianos. Quando você fantasia acerca de qual será a reação pessoal do outro frente ao seu posicionamento, deixa de demonstrar sua genuína opinião e o fato que incomoda continuará presente. Não obstante, veja que é uma postura básica, já que, se você não deixar isso claro, autoriza o outro a fazer coisas que não concorda. Por fim, se o mal-entendido for culpa sua, é fundamental saber se desculpar e aceitar o seu erro, bem como se importar com a consequência dos seus atos e mostrar que considera o outro.

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Podemos imaginar, em muitos casos, que é possível agradar a todos, culminando em frustrações e culpabilização de nós mesmos. Geralmente, tentamos compreender porque determinada pessoa nos tratou grosseiramente ou reagiu de uma forma que era inesperada por nós. Quando isso acontece, fantasiamos o que pudemos ter feito de errado. Culpamo-nos ao cogitar sobre o que poderíamos ter feito de diferente diante daquela situação, o que deveríamos ter dito, demonstrado ou sentido.  Não tem como saber o que está se passando com essa pessoa se ela não comunicar. Às vezes, ela pode ter tido um dia ruim, estar com problemas familiares, financeiros, mas, tudo isso não passa de deduções. A reação dessa pessoa diz muito mais a respeito dela e não a seu respeito.O que diz sobre você é o modo de lidar com o sentimento de frustração diante desse conflito.

Mas como despertar o melhor no seu amigo ? O simples e carinhoso ato de elogiar tem a incrível capacidade de despertar o que há de melhor nas pessoas, porque, o agrado sentido vai incentivar a repetição desse comportamento. Sentimos falta quando não ouvimos um agradecimento ou elogio e, mesmo assim, muitas vezes, nos omitimos e não mostramos como valorizamos as pessoas que temos à nossa volta.

 

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